Tudo é só um quebra-cabeça.
E se você não entende, eu explico.
Tem-se a idéia de como ele deve ficar.
Tem-se as peças para poder montar... Certo?
Tem-se ajuda quando preciso.
E então, tendo tudo em mãos...
Você começa a encaixar cada elemento em seu devido lugar.
Se parece tão simples por que não há a perfeição?
Porque sempre vem um alguém com um ar de sossego...
E desmonta o que você montou com cautela.
Para os pacientes, resta tentar recomeçar.
Para os exigentes... Não vale a pena arriscar.
Pois bem, os que continuam tentando:
Ao menos fizeram o que puderam.
Os que não gostam nem de pensar...
Levam no peito um leve pesar.
Se você ainda não entendeu o que comentei...
Melhor esquecer, eu não repetirei.
Perdão... de tanto remontar, eu já me cansei.
__
O importante não está escrito, está nas entrelinhas.
(Assim dizia Clarice ^^)
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Tudo é só isso.
Postado por Ana Luísa Guimarães às 10:08 3 docilidades
domingo, 15 de junho de 2008
Fim de noite.
Não! Não vem agora, não. Porque o meu dia já foi teu.
Não deita ao meu lado. Não pensa que o vazio dessa cama estava te esperando.
Não. Não me faz fechar os olhos, isso me deixa tonta de idéias.
Vai! Deixa-me nesse quarto imaginando que o teto é o meu céu.
Vai. Entenda que minha alma tá cansada de vagar e precisa me encontrar.
Vai. Sai de mansinho que é pra eu me enganar achando que você nunca esteve aqui.
E antes de fechar a porta, tristeza... Apaga a luz porque eu prefiro chorar no escuro.
____
Só porque Marina pediu *.*
'Já te fizeram sofrer demais, já te fizeram feliz demais.
Tá na hora de você fazer algo por você.'
♥
Postado por Ana Luísa Guimarães às 10:33 7 docilidades
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Eu e a felicidade ♥
- Alô.
- Alô, bom dia.
- Bom dia.
- Eu te acordei?
- Não, acordei com outro telefonema.
- Ei, eu quero te ver.
- Ah, mas eu não quero sair de casa hoje.
- Não pode nem descer?
- Estás onde?
- Pertinho da sua casa.
- Espera cinco minutos.
(...)
Depois foi só fotografar na mente o sorriso oferecido...
Junto a um olhar estrelado, encantado...
Estava um perfume de felicidade, um jeito de felicidade,
um abraço de felicidade, um ar de felicidade.
Surpresas são simples como os sonhos.
Portanto é só fechar os olhos e deixar-se levar.
Não é preciso pressa. Assim que a felicidade chega, ela nos faz acreditar em eternidade.
- Quê? Se essa história aconteceu?
Basta confirmar com um amigo de um amigo meu.
Obs.: Minhas vontades e meus textos podem não passar de um delírio.
Mas se quer saber... Eu adoro delirar.
Postado por Ana Luísa Guimarães às 01:12 6 docilidades
sábado, 3 de maio de 2008
Ao pé da letra.
'O Brasil é tão bom quanto o voto que você colocou na urna'
Pronto. É assim que termina um comercial de tv do governo federal...
Mas espera aí...
Desde quando nós colocamos algum voto na urna?
Até onde eu sei... Nossas urnas são eletrônicas.
Ou seja, nós computamos o voto, e não colocamos... Certo?
- Você deve pensar que é besteira minha reparar nessas coisas –
Por que levar tão ao pé da letra?
Ué, eu levei ao pé da letra quando me disseram que eu tinha que estudar pra ser alguém.
Levei ao pé da letra quando falaram que o amor mudou de cor.
Eu levei ao pé da letra quando ouvi dizer que há felicidade clandestina.
Eu levei ao pé da letra até as meias verdades...
Então, por que eu não levaria ao pé da letra uma moça simpática
que apareceu na minha televisão pra falar de política em pleno horário nobre?
(...)
É engraçado como as coisas são...
Eu, aqui, abusando do direto que tenho para escrever,
e prendendo-me no direito que falta para me expressar.
O que falta?
- Falta todo mundo aceitar o pecado estranho de pensar.
Obs.: Não precisa levar ao pé da letra, se não quiser.
Afinal, isso também é um direito. E é seu.
Postado por Ana Luísa Guimarães às 12:18 6 docilidades
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Pra aprender...
Eu perdi a aflição, a falta, o frio.
Não tive medo e perdi o vazio.
Eu perdi a insegurança, o fracasso...
Eu perdi, também, o mapa do acaso.
O sonhos, não. As palavras, não.
Mas perdi sorrisos e sensibilidade.
Achei que eu era somente metade...
Até descobrir que eu não me achava em outro lugar!
Estou parando por aqui, e estou desfazendo as minhas malas.
Eu cansei de me perder...
Chega de fugir de mim.
Hoje, eu não perco a calma.
Hoje, eu não perco a direção.
Hoje, eu não perco nem meu cd de Jack Johnson.
Postado por Ana Luísa Guimarães às 13:53 8 docilidades
sábado, 5 de abril de 2008
É...
Num instante, inconstante, tudo se desfaz.
Num instante, importante, tento te buscar...
Faço de mim, um espaço, um laço, um lar,
pra te guardar, pra te prender, pra não soltar.
Num instante, inquietante, posso te apoiar.
Pois se vim aqui foi pra te guardar, pra te prender, pra não soltar.
Como se não bastasse, de mim recebes amor.
Pra ti, nossa história no passado ficou.
Mas vem que tenho saudades.
De ti, do teu carinho, das tuas vaidades.
Antes que eu me desespere, não espere o tempo passar.
Eu tô aqui pra te guardar, pra te prender, pra não soltar.
Postado por Ana Luísa Guimarães às 14:01 5 docilidades
